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  ARTIGOS DO PRESIDENTE
Matéria publicada em: N.A.

Mudar o viés
Julho/2015

Lembro-me, anos atrás – mais do que gostaria de lembrar –, de comentaristas e professores falando da necessidade inadiável de mudarmos o viés da economia brasileira, à época completamente descontrolada e cavalgando em terrenos cada vez mais perigosos e imprevisíveis.

Pois bem, a partir de pouco antes de 1994, esse viés começou a ter sua direção alterada para melhores horizontes, vencendo desafios de curto prazo e clareando o médio prazo, para, então, vivermos esperados momentos de efetivas conquistas econômicas e sociais no longo prazo.

Atualmente, 20 anos depois, no que seria o início da esperada terceira etapa, nos vemos quase que voltando para antes da primeira. O Brasil parece ter parado, e uma grande nuvem negra paira sobre nossas manhãs, fazendo com que precisemos de grande esforço para levantar e tomar o rumo de nossas atividades, seja ir a uma academia, a uma escola, ao trabalho, entre tantas outras.

Os jornais e os noticiários na tv, rádio e internet invadem nossas casas e trazem notícias que tentam nos levar, de volta, às cobertas.

Falta de segurança, engarrafamentos, roubos em empresas e contas públicas, queda na produção, desemprego, e por aí vai, chegam sem cerimônia para testar nossa capacidade de paciência, confiança e enfrentamento.

Ainda assim, levantamos e partimos para a luta. Temos que vencer, puxar nossas equipes e corresponder às expectativas que fazem sobre nós.

Este é o ponto onde queria chegar.

Outro dia, conversando com um amigo sobre tantos problemas e quedas nos índices de produção e de capacidade de investimento, aumento de inflação, juros e desemprego, constatamos que, além dos fatos, existe, pairando no ar, uma síndrome do “vai dar errado”, que nos deprime e joga para baixo a ideia de qualquer coisa boa que pudéssemos fazer para mudar esse quadro.

Não é para se pregar a irresponsabilidade ou deixar a vida nos levar, como diz o bom sambinha. Precisamos é mudar o discurso e o comportamento individual e coletivo.

Mudar o viés.

Por exemplo, na última edição desta revista, tivemos a divulgação de boas notícias, planos e projetos que precisam, efetivamente, seguir adiante. O pessimista vai responder que é sempre assim, faz-se alarde e promessas, mas depois fica tudo como está. Pouco ou nada é feito, de verdade.

Mas, sem sermos os “convenientes” inocentes otimistas, vamos trilhar os passos que devemos, assumindo nossos papéis e exercendo a nossa parte, sem piedade.

Em nosso segmento econômico, tivemos a divulgação, pelo Governo Federal, do novo PIL – Plano de Investimento em Logística, pelo Governo Estadual, o PELC RJ 2040, pela Prefeitura do Rio, o planejamento para a realização das Olimpíadas em 2016, além da audiência pública sobre a nova ferrovia Rio/Vitória (EF 118). E, como cereja do bolo, a real possibilidade de criarmos, no Rio de Janeiro, com o apoio dos estados vizinhos, uma Zona Internacional de Serviços e Logística (ZIZ-L), criando aqui uma grande porta de acesso ao mundo, para a região sudeste e o Brasil.

Temos, no Rio de Janeiro e no país, grandes pares para remarmos juntos nesse barco, que chamaria de olímpico, aproveitando o momento.

Em nome da Fetranscarga e do Conselho de Logística e Transportes da ACRJ, que tenho a honra de presidir, estamos assumindo esse papel de colaborar, coordenar e cobrar para que conquistemos as medalhas de ouro que vamos disputar.

Eduardo F. Rebuzzi
Presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro – FETRANSCARGA e Presidente do Conselho Empresarial de Logística e Transporte da Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ


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