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Matéria publicada em: 26/02/2019

Confira os resultados da 143ª Pesquisa CNT/MDA

Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país

Foto: Imprensa CNT

A 143ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 21 a 23 de fevereiro de 2019 e divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) no dia 26 de fevereiro, mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal do presidente Jair Bolsonaro. Mede ainda a expectativa da população em relação ao emprego, à renda, à saúde, à educação e à segurança pública nesse início do novo mandato presidencial.

A pesquisa traz também o que a população pensa sobre os principais desafios do governo, sobre posse de arma, pacote anticrime, combate à corrupção, novos ministérios, entre outros temas políticos. Há ainda um bloco específico sobre tecnologia e inovação. Os entrevistados responderam, por exemplo, se acham que a tecnologia coloca o emprego deles em risco.

Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Avaliação de governo

Governo federal: A avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro é positiva para 38,9% dos entrevistados, contra 19,0% de avaliação negativa. Para 29,0%, a avaliação é regular, e 13,1% não souberam opinar. A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge 57,5% contra 28,2% de desaprovação, além de 14,3% que não souberam opinar.

Governo estadual: 7,1% avaliam o governador de seu Estado como ótimo; 29,7% como bom; 32,7% como regular; 8,5% como ruim e 10,4% como péssimo.

Governo municipal: 7,4% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo; 24,8% como bom; 29,2% como regular; 13,5% como ruim e 21,5% como péssimo.

Expectativa (para os próximos 6 meses)

Emprego: vai melhorar: 51,3%; vai piorar: 17,2%; vai ficar igual: 28,7%.
Renda mensal: vai aumentar: 33,8%; vai diminuir: 9,6, vai ficar igual: 51,2%
Saúde: vai melhorar: 41,7%; vai piorar: 19,2%; vai ficar igual: 36,0%.
Educação: vai melhorar: 47,2%; vai piorar: 15,6%; vai ficar igual: 34,8%.
Segurança pública: vai melhorar: 53,3%; vai piorar: 17,5%; vai ficar igual: 26,3%.

Política – Novo governo

82,7% afirmam que votaram para presidente em 2018. Desses, 70,4% estão satisfeitos com o voto, e 15,9% estão muito satisfeitos. Já 7,6% estão arrependidos.

Para 55,4%, o governo Jair Bolsonaro está sendo melhor que o governo Michel Temer; 24,3% consideram que está sendo igual, e 8,7% avaliam que está pior.

Na comparação do governo de Dilma Rousseff e de Jair Bolsonaro, 55,9% acham que o governo Jair Bolsonaro está sendo melhor; 19,4% avaliam que está pior, e 14,5% consideram que está sendo igual.

Ao serem questionados se Jair Bolsonaro reúne as condições para unificar os brasileiros, 40,5% responderam que sim, que a atuação dele vai contribuir para reduzir a separação política entre as pessoas. Já 21,6% afirmam que vai acirrar a separação política, e 18,1% avaliam que não vai alterar.

Sobre os principais desafios do governo atual

Saúde: 42,3%
Segurança: 34,3%
Educação: 31,6%
Corrupção: 29,2%
Emprego: 23,7%
Economia: 14,3%
Combate à pobreza: 13,3%
Meio Ambiente: 1,5%
Saneamento: 1,0%
Energia: 0,9%
Transporte: 0,8%

Sobre aprovações e desaprovações gerais

Reestruturação dos ministérios e órgãos federais: 62,2% aprovam, e 21,3% desaprovam.

Salário mínimo em R$ 998,00: 29,5% aprovam, e 66,9% desaprovam.

Decreto que flexibiliza a posse de armas: 42,9% aprovam, e 52,6% desaprovam.

Reforma da Previdência: 43,4% aprovam, e 45,6% desaprovam.

Pacote anticrime: 62,0% aprovam, e 18,8% desaprovam.

Em relação ao combate à corrupção, 48,3% avaliam que o governo do presidente Jair Bolsonaro está conforme o esperado, quando comparado com as promessas de campanha. Para 21,6%, está pior que o esperado. Já 20,6% consideram que está melhor.

Sobre os ministros e os ministérios, 44,2% os consideram ótimos ou bons. Já 30,6% acham que são regulares, e 13,9%, ruins ou péssimos.

Para 57,6%, o governo Jair Bolsonaro mudará para melhor a vida dos brasileiros. 27,5% acham que não mudará, e 8,1% consideram que mudará para pior. Entre aqueles que consideram que a mudança será para melhor, 34,8% acreditam que isso ocorrerá em dois anos.

Situação política

58,3% estão acompanhando ou ouviram falar do caso do ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro. Entre eles, 54,5% acham que a exoneração foi justa.

Também entre os que sabem da exoneração, 73,3% acreditam que o filho de Jair Bolsonaro, o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, influenciou na demissão do ministro Gustavo Bebianno.

85,9% consideram que a população tem direito de saber o motivo das demissões de ministros.

Para 56,8%, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro; o deputado federal Eduardo Bolsonaro; o senador Flávio Bolsonaro) estão interferindo nas decisões do pai na Presidência da República.

75,1% avaliam que familiares, independentemente de serem ou não políticos, NÃO devem influenciar um presidente da República nas suas decisões de governo.

39,2% confiam mais no presidente Jair Bolsonaro do que no seu vice Hamilton Mourão. Já 27,5% disseram não confiar em nenhum dos dois, e 16,3% confiam igualmente nos dois. Outros 6,6% dos entrevistados disseram que não conhecem o vice-presidente, e 6,0% confiam mais nele do que em Jair Bolsonaro.

Confiança nas instituições

Sobre as instituições e/ou corporações que o entrevistado mais confia:

Igreja: 34,3%
Bombeiros: 19,7%
Forças Armadas: 16,0%
Justiça: 9,8%
Polícia: 4,1%
Imprensa: 3,7%
Governo: 2,4%
Congresso Nacional: 1,0%
Partidos políticos: 0,2%

Inovação tecnológica

44,9% dizem que têm uma boa relação com a tecnologia, que gostam de algumas novidades tecnológicas, mas ainda são resistentes a outras.

Sobre o conhecimento e utilização de dispositivos tecnológicos, os percentuais dos que conhecem e utilizam são:

Smartphones: 69,5%
Aplicativos de navegação: 51,8%
Aplicativos de transporte: 41,8%
Séries e filmes on-line: 40,7%
Compras on-line: 40,6%
Aplicativos de bancos: 37,9%
Aplicativos de relacionamento: 13,1%

56,3% percebem o avanço da tecnologia no ambiente de trabalho, nos últimos cinco anos. Essa percepção acontece da seguinte forma: computadores exercendo funções que antes pessoas faziam, 22,3%; máquinas mais automatizadas e/ou robôs, 19,4%; compartilhamento de arquivos em nuvem, 6,5%; reuniões por videoconferência, 4,4%.

32,6% se sentem um pouco preparados para lidar com as diferentes tecnologias que chegam ao mercado de trabalho. 27,1% dizem não estar preparados, e apenas 18,8% se sentem preparados.

44,8% não acreditam que a tecnologia poderá colocar (ou já coloca) o seu emprego em risco.

54,2% conhecem ou já ouviram falar de inteligência artificial.

33,6% consideram que o uso de robôs pode ajudar muito as pessoas nas atividades diárias.

69,5% utilizam smartphones.

57,3% avaliam que os preços de pacotes de dados para acessar a internet pelo smartphone estão caros.

Sobre a finalidade do uso do celular:

Acessar redes sociais (WhatsApp, Telegram, Facebook, Instagram etc.): 82,0%
Fazer ligação por WhatsApp: 55,5%
Fazer ligação por linha comum: 48,9%
Buscar notícias: 27,0%
Tirar fotografia: 18,0%
Acessar e-mails: 17,0%
Jogos e/ou outros meios de entretenimento: 11,8%

Sobre os meios mais utilizados para se comunicar:

Ligação comum de telefone celular: 33,9%
Mensagens instantâneas (como WhatsApp e Telegram): 32,0%
Ligação pelo WhatsApp: 21,6%
Telefone fixo: 5,9%
Chamadas de vídeo (como Facetime, WhatsApp, Skype): 1,2%
E-mail: 0,3%

Veículos autônomos: 63,9% já ouviram falar. Entre eles, 74,0% não se sentiriam seguros de andar em um veículo sem motorista.

Drones: 80,9% sabem o que é. Entre eles, 60,3% não gostariam de receber alguma mercadoria por drone, e 59,9% acham que o drone representa o futuro para o transporte de algumas cargas específicas.

52,0% dos entrevistados consideram que as escolas brasileiras, o ensino técnico e as universidades estão preparando os jovens para a nova realidade tecnológica.

CONCLUSÃO

Os resultados da 143ª Pesquisa CNT/MDA mostram avaliação positiva do Presidente Jair Bolsonaro, com 57,5% dos entrevistados aprovando seu desempenho pessoal, maior índice obtido por um presidente desde novembro de 2013. Há ainda a percepção de que seu governo está sendo melhor do que de seus antecessores, Michel Temer e Dilma Rousseff.

As expectativas de melhoria para os próximos 6 meses são bastante positivas para segurança (53,3%), emprego (51,3%), educação (47,2%), saúde (41,7%) e renda mensal (33,8%), com expressiva melhora em relação aos últimos anos. Os maiores desafios para o governo de Jair Bolsonaro são saúde, segurança, educação, combate à corrupção e geração de empregos.

Em relação à situação política, 56,8% dos entrevistados acreditam que há interferência dos filhos nas decisões do presidente Jair Bolsonaro, e 75,1% acham que familiares não deveriam influenciar em decisões de governo.

Os ministros do atual governo receberam boa avaliação. A presença de militares também é vista como boa para o país, e a maioria da população (57,6%) considera que o governo Jair Bolsonaro mudará para melhor a vida das pessoas.

Em relação à tecnologia, 56,3% percebem avanço no ambiente de trabalho, sendo que 27,1% não se consideram preparados para essas mudanças.

Os meios de comunicação preferidos para contato com outras pessoas são: ligação comum de telefone celular (33,9%), mensagens instantâneas (32,0%) e ligação via WhastApp (21,6%).

As instituições mais confiáveis são a Igreja (34,3%), os Bombeiros (19,7%) e as Forças Armadas (16,0%).

Na avaliação da CNT, Jair Bolsonaro inicia seu governo com elevados índices de aprovação, com uma grande expectativa da população em relação à solução dos diversos problemas do país.

Confira a íntegra da 143ª Pesquisa CNT/MDA aqui:


Agência CNT de Notícias


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