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  ARTIGOS DO PRESIDENTE
Matéria publicada em: N.A.

Independência ou Morte
Setembro/2015

O grito de Dom Pedro I às margens do riacho Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, é sempre lembrado na data comemorativa da Independência do Brasil, trazendo ao momento atual parte importante da nossa história.

Pois oportuno também é nos apropriarmos desse grito, hoje, expressando a defesa de dias melhores para o país e a vontade de vermos afastadas as diversas mazelas causadas à economia e aos brasileiros, que veem seu futuro escurecer rapidamente.

A sociedade não pode se submeter, mais uma vez, ao aumento de impostos para cobrir déficits fiscais provocados pelo descontrole dos gastos na gestão de governo dos municípios, estados e país, aliado aos absurdos desvios de recursos promovidos pela corrupção desenfreada que ainda persiste em existir.

Notícias nos trazem, diariamente, escândalos que demonstram as mais inacreditáveis práticas rotineiras de obtenção de ganhos financeiros, em detrimento da qualidade e da quantidade dos serviços públicos que deveriam ser prestados à população brasileira.

Ao mesmo tempo em que empresas e cidadãos percebem a deterioração dos seus balanços e contas, afetando diretamente e com preocupante efeito dominó o equilíbrio das pessoas jurídicas e físicas, nota-se um grande imbróglio envolvendo os Poderes Executivo e Legislativo, principalmente, empacando a confiança da sociedade e fragilizando suas expectativas.

Inadmissível aceitar que o “dever de casa” do Governo Federal seja o de, apenas, aumentar os impostos para reequilíbrio de seu caixa, enrolando a população e adiando os ajustes e cortes em sua megalômana e ineficiente estrutura.

A atual carga tributária nacional, envolvendo todos os níveis, já superou a capacidade de arrecadação das empresas, que muitas vezes precisam se valer dos programas de incentivo ao recolhimento dos valores pendentes, como no caso do REFIS.

Os Poderes, notadamente o Executivo e o Legislativo, precisam se organizar de pronto, trabalhando juntos por um plano nacional de recuperação da credibilidade em nossa economia, independentemente da possibilidade de eventual e legal processo de afastamento da presidência da República. Não podemos ficar à mercê dos anseios e disputas entre os políticos.

Da mesma forma, a operação Lava-Jato, que investiga as irregularidades e crimes praticados em torno da Petrobras, não pode parar o país.

Temos assistido a manifestações dos próprios governos estaduais no sentido de estudar e viabilizar a recuperação econômica dos estados, como é o caso do Rio de Janeiro com relação ao setor automotivo fluminense, que vem sofrendo perdas na ordem de 35 a 50% na queda das vendas das montadoras aqui instaladas.

Ou seja, existe uma relativa, mas ainda insuficiente consciência de que a economia está indo para o brejo, em quase todos os segmentos. Pouco a pouco, mais e mais empresas demitem e se desfazem de suas estruturas, o que causará elevados custos futuros quando tiver início a esperada evolução.

Para o bem da nação e do futuro dos brasileiros, mesmo que difícil, é preciso procurar alternativas e é imperativo blindarmos o país desses fatos e falhas dos poderes. É fundamental e, mesmo, caso de sobrevivência, ecoarmos, com todos os pulmões, o grito Independência de tudo isso ou Morte das nossas empresas e dos empregos gerados.


Eduardo F. Rebuzzi
Presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro – FETRANSCARGA e Presidente do Conselho Empresarial de Logística e Transporte da Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ


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