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Matéria inserida em: 10/01/2018

IPCA sobe 0,44% em dezembro e fecha 2017 em 2,95%

Fonte: IBGE
Editoria: Estatísticas Econômicas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA de dezembro foi de 0,44%, ficando 0,16 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de novembro (0,28%). Essa foi a maior variação mensal de 2017. Em 2016, o IPCA do mês atingiu 0,30%. Assim, o IPCA acumulado em 2017 foi 2,95% e ficou 3,34 p.p. abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Esse acumulado foi o menor desde 1998 (1,65%). Já o INPC de dezembro foi de 0,26% e fechou o ano em 2,07%, a menor taxa acumulada desde a implantação do Plano Real. Os dados completos do IPCA e do INPC podem ser acessados AQUI



Após recuar de 0,42% em outubro para 0,28% em novembro, o IPCA voltou a subir em dezembro e foi para 0,44%, sob influência, principalmente, da aceleração na taxa dos grupos Alimentação e Bebidas (de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro) e Transportes (de 0,52% para 1,23%).



No grupo dos alimentos, após sete meses consecutivos de variação negativa, a mudança de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro deveu-se à alimentação consumida em casa, que passou de -0,72% para 0,42%. Apesar de alguns produtos terem caído de preços, como o feijão-carioca (-6,73%) e o leite longa vida (-1,43%), outros, também importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressão contrária, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pão francês (0,67%).

A alimentação consumida fora de casa também acelerou de novembro para dezembro, com os preços subindo, em média, 0,74%. Veja a seguir as principais altas e quedas no grupo dos alimentos.





Já os principais impactos individuais no índice do mês, ambos de 0,09 p.p., foram exercidos pelas passagens aéreas, com alta de 22,28%, e pela gasolina, cujo preço do litro ficou, em média, 2,26% mais caro. Juntos, com impacto de 0,18 p.p., estes dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro.

Eles também foram os principais responsáveis para que o grupo Transportes (1,23%) apresentasse a maior alta no mês, considerando-se, ainda, o aumento de 4,37% do etanol, com impacto de 0,04 p.p. Na gasolina, observa-se que o aumento é reflexo dos reajustes concedidos durante o período de coleta do índice, que montam de 2,05%.

No grupo Vestuário (0,84%), os destaques ficaram com os itens roupa masculina (1,27%), roupa infantil(1,05%), roupa feminina (0,71%) e calçados (0,69%).

Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas: plano de saúde (1,06%), empregado doméstico (0,52%) e eletrodomésticos (0,36%).

Por outro lado, o principal impacto para baixo foi exercido pela energia elétrica (-0,12 p.p.), do grupo Habitação (-0,40%), já que as contas ficaram 3,09% mais baratas. Isto devido à volta, desde 1º de dezembro, da bandeira tarifária vermelha patamar 1, com custo adicional nas tarifas de R$ 0,03 por cada kwh consumido, em substituição à vermelha patamar 2, que implicava em um custo adicional de R$ 0,05 por cada kwh. Cabe destacar o reajuste de 29,60% em uma das concessionárias de energia de Porto Alegre, em vigor desde 21 de dezembro.

Ainda no grupo Habitação, porém no lado das altas, destacam-se os itens taxa de água e esgoto (1,19%) e gás de botijão (1,09%). O primeiro se deve aos reajustes de 7,89%, 5,25% e 8,43%, respectivamente, nas tarifas de São Paulo, em vigor desde 10 de novembro; Rio de Janeiro, desde 27 de novembro, e Belém, desde 12 de dezembro. A variação no gás de botijão reflete o reajuste médio de 8,90% no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13 kg, autorizado pela Petrobras nas refinarias desde 5 de dezembro.

Sobre os índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana de São Paulo (0,62%), onde os preços da refeição fora tiveram alta de 1,75%, com impacto de 0,10 p.p. As altas de 23,23% nas passagens aéreas, 5,26% no etanol e 2,39% na gasolina também pressionaram o resultado do mês na região. Belém (-0,18%) apresentou o índice mais baixo, em função da queda de 6,05% na energia elétrica.



IPCA acumula variação de 2,95% em 2017

O IPCA encerrou o ano de 2017 com 2,95% de variação, 3,34 p.p. abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Assim, esse acumulado é o menor desde 1998 (1,65%). Ao longo de 2017, as taxas se distribuíram da seguinte forma:



O índice de 2017 foi influenciado, especialmente, pelas despesas com produtos e serviços dos grupos Habitação (com alta de 6,26% e impacto de 0,95 p.p), Saúde e Cuidados Pessoais (com alta de 6,52% e impacto de 0,76 p.p.) e Transportes (com alta de 4,10% e impacto de 0,74 p.p.). Juntos, estes três grupos representaram 2,45 p.p., sendo responsáveis por 83% da taxa. Já o grupo Alimentação e Bebidas, com queda de 1,87% e -0,48 p.p. de impacto, conteve o índice. A tabela a seguir mostra os resultados de todos os grupos de produtos e serviços.



Em 2017, a produção agrícola ficou, aproximadamente, 30% acima da safra do ano anterior. Com isso, os preços do grupo Alimentação e Bebidas, que detém cerca de 1/4 das despesas das famílias, caíram 1,87%, e o grupo exerceu o principal impacto negativo no índice. Este é o menor resultado (-1,87%) e a única vez que o grupo apresentou deflação no ano desde a implantação do Plano Real.

A queda nos preços dos alimentos se deu, especialmente, por conta dos alimentos para consumo em casa. Com 15,67% de peso, estes alimentos caíram 4,85%, enquanto a alimentação consumida fora de casa, que pesa 8,88%, subiu 3,83%.



Regionalmente, todas as áreas pesquisadas apresentaram deflação nos alimentos, com as taxas variando de -4,28% em Belém a -0,21% em Brasília.



Considerando os alimentos adquiridos para consumo em casa, vários tiveram queda significativa nos preços, com destaque para as frutas (-16,52%), maior impacto negativo no índice do ano (-0,19 p.p). A seguir, as principais quedas nos produtos alimentícios.



Ficando atrás apenas do grupo Educação (7,11%), onde os cursos regulares (8,37%) se destacaram, o grupo Habitação (6,26%) apresentou a segunda maior variação, sendo responsável, porém, pelo maior impacto de grupo (0,95 p.p). As principais influências vieram de itens importantes na despesa das famílias, como o gás de botijão (16,00% e 0,19 p.p.), a taxa de água e esgoto (10,52% e 0,17 p.p.) e a energia elétrica (10,35% e 0,35 p.p.).

Durante o ano de 2017, a Petrobras autorizou reajuste, nas refinarias, de 84,31% no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13kg. As regiões pesquisadas variaram de 5,28% em Curitiba a 33,52% em Recife. Já a taxa de água e esgoto (10,52%) ficou entre 3,09% em Brasília e 22,96% em Belém. Nesta última, além do reajuste médio de 17,50% ocorrido em junho, a partir de 12 de dezembro passou a vigorar um complemento ao reajuste anterior, da ordem de 8,43%.

A energia elétrica (10,35%) variou entre -0,33% em Campo Grande e 30,54% em Goiânia. Na primeira, houve redução de -1,92% nas tarifas. Em Goiânia, por sua vez, houve aumento de 15,70%. Cabe ressaltar o desconto, de até 19,50%, aplicado sobre as contas de energia elétrica, em abril, por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de modo a compensar os consumidores pela cobrança indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER), voltado a remunerar a usina de Angra III. Além disso, ao longo do ano, entraram em vigor as bandeiras tarifárias, acarretando em cobrança adicional, conforme apresentado na tabela abaixo.



Saúde e Cuidados Pessoais fechou o ano com variação de 6,52%. Neste grupo, a pressão veio dos planos de saúde (13,53%) e dos remédios (4,44%). Estes itens são despesas importantes no orçamento do consumidor, com peso de 3,88% e 3,47%, respectivamente. A Agência Nacional de Saúde – ANS concedeu, em 2017, reajuste de até 13,55% para os planos de saúde. Nos remédios, o reajuste máximo autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED foi de 4,76%.

Nos Transportes (4,10%), que detêm 18% do IPCA, peso superado apenas pelos alimentos, os destaques foram: gasolina (10,32%), ônibus intermunicipal (6,84%), emplacamento e licença (4,29%), ônibus urbano (4,04%), conserto de automóvel (2,66%).

A respeito da gasolina, está em vigor, desde 3 de julho de 2017, a política de preços da Petrobras que permite que a área técnica de marketing e comercialização reajuste, na refinaria, os preços dos combustíveis, visando acompanhar a taxa de câmbio e as cotações internacionais de petróleo e derivados. Considerando-se a data de 3 de julho até o dia 28 de dezembro (final da coleta do IPCA de dezembro), foram concedidos 115 reajustes nos preços da gasolina, acumulando um total de 25,49% de aumento. Ainda em julho, houve reajuste na alíquota do PIS/COFINS dos combustíveis. Na gasolina, a alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro.

Além dos grupos anteriores, Despesas Pessoais (4,39%), onde sobressai o item empregado doméstico (6,47%); Vestuário (2,88%), com destaque para os calçados (4,01%), e Comunicação (1,76%), com variação de 6,04% no telefone celular, terminaram o ano com taxa positiva. Por outro lado, os Artigos de Residência (-1,48%) contribuíram na contenção da taxa do ano, destacando-se os itens Tv, som e informática (-6,50%), e eletrodomésticos (-2,65%).

Dentre os índices regionais, Goiânia e Brasília apresentaram a maior variação, ambas de 3,76%. Em Goiânia, o destaque foi a energia elétrica, que subiu 30,54%, e a gasolina, com alta de 15,28%. Já em Brasília, os destaques foram a gasolina e o ônibus urbano, cujas altas foram, respectivamente, 17,86% e 25,00%. O índice mais baixo foi o de Belém (1,14%), onde as quedas do feijão carioca (-46,21%) e do açúcar cristal (-35,62%) ajudaram a conter a taxa. Os índices, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir.



O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, refere-se às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 10 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de novembro a 28 de dezembro de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de outubro a 29 de novembro de 2017 (base).

INPC sobe 0,26% em dezembro e fecha 2017 em 2,07%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,26% em dezembro e ficou 0,08 p.p acima da taxa de novembro (0,18%). Com este resultado, o acumulado em 2017 foi para 2,07%, bem menor do que os 6,58% registrados em 2016 e a menor taxa acumulada no ano desde a implantação do Plano Real. Em dezembro de 2016, o INPC registrou 0,14%.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,43% em dezembro, enquanto no mês anterior registraram queda de 0,54%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,19%, abaixo da taxa de 0,49% de novembro.

Quanto aos índices regionais, o mais elevado foi o de Fortaleza (0,48%), onde os alimentos registraram alta de 0,58%, acima do índice nacional (0,43%), com destaque para o frango inteiro (4,49%) e as frutas (4,38%). Belém (-0,29%) apresentou o menor índice, influenciado pela queda de 6,43% na energia elétrica. A seguir, tabela com os resultados mensais por região pesquisada.



No fechamento de 2017, o INPC acumulou 2,07% de variação, abaixo dos 6,58% de 2016 em 4,51 p.p. Esta é a menor taxa acumulada no ano desde a implantação do Plano Real. Os alimentos tiveram variação de -2,70%, enquanto os não alimentícios subiram 4,25%. Em 2016, os alimentos haviam apresentado alta de 9,15% e os não alimentícios, 5,44%. A seguir, tabela com os resultados por grupo de produtos e serviços.



Quanto aos índices regionais, o maior foi de Curitiba (3,24%), tendo em vista a alta de 20,93% na energia elétrica e de 20,40% no ônibus urbano. Já o índice mais baixo foi o de Belém (0,74%), onde as quedas do feijão carioca (-46,21%) e do açúcar cristal (-35,62%) ajudaram a conter a taxa. Os índices, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir.



O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, refere-se às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange 10 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de novembro a 28 de dezembro de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de outubro a 29 de novembro de 2017 (base).



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