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Matéria publicada em: 28/06/2018

Déficit no consumo de Arla 32 reduz no primeiro semestre

De janeiro a junho, consumo ficou 45% abaixo do necessário para frota de pesados no Brasil; aditivo é essencial para reduzir emissão de poluentes

Para modelos fabricados a partir de 2012, uso do Arla 32 é obrigatório
Foto: Divulgação Scania

Balanço divulgado pela Afeevas (Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul) aponta que o déficit no consumo de Arla 32 ficou 45% abaixo do necessário para atender à frota de pesados no Brasil, entre janeiro a junho deste ano. Essa diferença é calculada por meio de um comparativo com o consumo de diesel S-10 no mesmo período. O Arla 32 é um aditivo que contribui para reduzir a emissão de poluentes que são prejudiciais à saúde humana.

Segundo a entidade, a boa notícia é que o déficit caiu, se comparado com o segundo semestre de 2017, quando passou de 50%. Entretanto, o uso do aditivo está bem abaixo do necessário para atender à legislação do Proconve P7 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores).

A substância é indispensável para modelos equipados com a tecnologia SCR (catalisador de redução seletiva), que se tornou item de fábrica na maioria dos modelos de veículos pesados a partir de 2012. O aditivo deve ser injetado no sistema de escapamento, para tratar gases dos motores a diesel e reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio, que são danosos à saúde humana.

A Afeevas atribui a redução do déficit a operações de fiscalização realizadas pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Ibama em todo o país. Além disso, a tecnologia do Scantool, aparelho que realiza uma leitura das informações armazenadas no OBD (On-Board Diagnostics) do veículo durante os últimos 400 dias, tem auxiliado para identificar os veículos que fraudam o Arla 32.

Quando o aditivo não é usado, ou, em seu lugar, abastece-se o veículo com um produto fabricado em desacordo com as especificações técnicas, o motor pode perder até 40% da potência. As fraudes danificam o catalisador. Além disso, acarretam multa, pontos na CNH, prisão dos envolvidos e apreensão do veículo.


Agência CNT de Notícias



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