Pesquisar:    
  NOTICIAS
Matéria publicada em: 05/10/2018

Secretaria de Segurança proíbe rajadas de helicópteros em operações

Ordem judicial obriga o estado a apresentar plano para redução de riscos e danos aos direitos humanos.

Por Diego Haidar, RJ1

A Secretaria de Segurança decretou novas regras para a atuação da polícia durante operações no Rio. Uma delas é o fim do uso de helicópteros para disparar rajadas. Foi uma ordem da Justiça que obrigou o estado a apresentar um plano para reduzir os riscos e danos aos direitos humanos durante investidas.

Segundo o jornal O Globo, o plano da Secretaria de Segurança traz princípios como a preservação da vida e o respeito à dignidade, na medida do possível, protegendo qualquer pessoa que não represente ameaça.

Ainda segundo o jornal, as regras não impedem que policiais façam disparos de helicópteros, mas estabelece que os tiros só sejam dados quando forem estritamente necessários. E ressalta que deve ser feito um disparo de cada vez, ficando proibido dar rajadas. Além disso, uma ambulância deve estar de prontidão em todas as operações.

O processo judicial cita ação da Polícia Civil no Complexo da Maré, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, em de junho deste ano, que deixou sete mortos. Uma das vítimas foi o estudante Marcus Vinícius da Silva, de 14 anos, atingido por um tiro de fuzil. No dia da operação, foram feitos disparos do helicóptero da polícia. Mas a perícia constatou que o tiro que matou o menino não veio do alto.

As imagens de estudantes baleados se tornaram rotina no Rio. Na quinta-feira (4), uma criança levou um tiro de raspão na Escola Municipal Ariosto Espinheira, na Penha, na Zona Norte. O menino de 11 anos foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde foi medicado e liberado.

A Secretaria Municipal de Educação informou que o aluno foi atingido depois que a professora já tinha seguido os protocolos de segurança e colocado todo mundo sentado no chão da sala.

Em março do ano passado, a adolescente Maria Eduarda morreu durante uma aula de Educação Física da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Acari, na Zona Norte. Na hora em que a estudante foi atingida, a PM trocava tiros com criminosos que estavam roubando numa rua próxima à escola.

Um vídeo mostra dois PMs atirando em dois homens caídos no chão perto do colégio. Os policiais respondem na Justiça por homicídio doloso por terem assumido o risco de matar Maria Eduarda ao fazerem disparos.

O novo protocolo de ação das Forças de Segurança traz novamente uma regra que já havia sido determinada no ano passado, depois da morte de Maria Eduarda. As áreas consideradas sensíveis, próximas a escolas e hospitais, devem ser evitadas, assim como horários de maior movimento de pessoas na rua.



FETRANSCARGA - FEDERAÇÃO DO TRANSPORTE DE CARGAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Todos os Direitos Reservados © 2018 - Todo conteúdo deste site é de uso exclusivo da FETRANSCARGA