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Matéria publicada em: 31/01/2019

Produtos perigosos: um trabalho para profissionais

Especializar-se nesse tipo de transporte aumenta o leque de atuação dos motoristas

Foto: Arquivo CNT

Álcool etílico, água sanitária, inseticida, fertilizante etc. Provavelmente, você armazena em casa algum produto cujo transporte é perigoso e nem tinha de se dado conta. O perigo vem das características químicas, que apresentam riscos descritos em 9 classes. São elas:

• classe 1: explosivos;
• classe 2: gases;
• classe 3: líquidos inflamáveis;
• classe 4: sólidos inflamáveis; substâncias sujeitas à combustão espontânea; substâncias que, em contato com a água, emitem gases inflamáveis;
• classe 5: substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos;
• classe 6: substâncias tóxicas e infectantes;
• classe 7: material radioativo;
• classe 8: substâncias corrosivas;
• classe 9: substâncias e artigos perigosos diversos, incluindo as substâncias que apresentam risco para o meio ambiente.

Essa variedade de substâncias (e riscos) dá uma ideia da importância de se qualificar o motorista que irá transportá-las. Além disso, a indústria química do país é pujante e faturou cerca de US$ 127,9 bilhões apenas em 2018, segundo a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). Trata-se de um importante nicho para os trabalhadores do setor.

Não por acaso, o Curso para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos (conhecido como TPP) é um dos mais procurados do portfólio do SEST SENAT. Com essa formação anotada na CNH e as atualizações em dia (elas devem ser feitas a cada 5 anos), abre-se um leque de oportunidades profissionais.

“Esse motorista poderá transportar para a indústria química e petroquímica; poderá trabalhar para o governo no transporte de materiais radioativos; para as prefeituras, no transporte de lixo hospitalar; para o agronegócio, quando for levar agrotóxicos”, observa o instrutor do SEST SENAT Tiago de Oliveira Melo.

“Por exemplo, surge uma oportunidade de transportar combustível. O profissional que não tiver o curso não vai aproveitar, porque hoje é uma exigência. O importante é ter o TPP — ele já te projeta. Quando você tem esse currículo na mão e apresenta na empresa, principalmente se for do SEST SENAT, ganha uma autonomia maior”, diz Marcelo Ferreira de Souza, motorista de ônibus de uma empresa de Angra dos Reis (RJ). Ele recomenda consolidar esse conhecimento com cursos complementares, como o NR 20, sobre a Norma Regulamentadora dos líquidos combustíveis e inflamáveis.

Já Celso Antônio Martins, motorista de caminhão em Contagem (MG), destaca que o TPP contribui não apenas para a empregabilidade, mas para um trânsito mais pacífico. “O curso tem foco em direção defensiva e é muito importante para conhecer mais nossos deveres e responsabilidades. É bom para o profissional e para sociedade como um todo, porque nós, sabendo do perigo que pode acontecer, ficamos preparados”, descreve.

Com 50 horas de duração, o Curso para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos é oferecido regularmente nas unidades do SEST SENAT. Os requisitos para a matrícula são aqueles previstos pela Resolução 168 do Contran: ser maior de 21 anos; estar habilitado na categoria B, C, D ou E; não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir, cassação da CNH, pena decorrente de crime de trânsito e não estar impedido judicialmente de exercer seus direitos. O curso, assim como todo o portfólio do SEST SENAT, é gratuito para os trabalhadores do setor e seus dependentes.

Clique AQUI para saber mais sobre os cursos da Resolução 168.

Leia também: O que um motorista de carga perigosa precisa saber?


Gustavo T. Falleiros
Agência CNT de Notícias


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