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Matéria publicada em: 04/02/2019

Eficiente e necessário

Sistema S sofre com desinformação sobre seu papel

Fonte: Folha de S.Paulo | Opinião

Generalizações e suposições têm levado mais à desinformação e à injustiça do que à compreensão do Sistema S e do papel de suas instituições.

O Sest (Serviço Social do Transporte) e o Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) são a terceira geração do Sistema S. Foram criados nos anos 1990, para atender a demandas de um país em acelerado processo de urbanização, cuja economia se abria e se diversificava.

O Sest/Senat é reflexo desse Brasil urbano, instruído e aberto, sem caixa-preta, em que as organizações devem ser austeras, enxutas e transparentes.

Em 25 anos, somamos 148 unidades em todo o país e mais de 126 milhões de atendimentos. Em 2018, foram 10,6 milhões, crescimento de 22% em relação a 2017. Para autônomos, como os caminhoneiros, e para trabalhadores de empresas, inclusive familiares, é tudo gratuito. Não procede a informação de que haveria cobrança.

Todos os imóveis do Sest/Senat são produtivos. Algumas unidades operam em comodato com postos de combustíveis à beira de rodovias. A média é de 48 empregados por unidade, contando todo o corpo técnico de dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e instrutores de formação profissional.

A única ostentação são os 600 cursos presenciais e a distância. A única opulência é a sempre cheia agenda de serviços de saúde. A única sofisticação são os simuladores de direção e as tecnologias de ponta à disposição dos trabalhadores. O resto é lenda.

Falamos entre nós “Sest/Senat”, sem artigos, porque as duas entidades funcionam integradas. Compartilham desde espaço físico até equipes de gestão. É mais barato, mais eficiente e evita duplicação de esforços na gestão e na elaboração de conteúdos didáticos.

Os serviços estão concentrados no essencial para que possam ser ofertados em grande escala. Na saúde, prevenção de doenças da coluna, uso de drogas, excesso de peso e problemas dentários. Na formação profissional, cursos obrigatórios e capacitações.

Não cabe ao Sest/Senat investir em ensino fundamental, que é função do Estado, ou no ensino superior, ofertado pelo mercado. Também não faz sentido gastar em patrocínios esportivos e culturais. Não fazemos isso.

O Sest/Senat não faz arrecadação direta. O orçamento de cerca de R$ 850 milhões ao ano é arrecadado exclusivamente pela Receita Federal, que retém 2,5% das empresas e dos transportadores autônomos.

O Sest/Senat não investe em patrimônio imobiliário nem repassa recursos para sindicatos estaduais. Por outro lado, investe em tecnologia, inovação e ampliação dos serviços. Até 2021, atingiremos 206 unidades em todo o país.

Em respeito ao acórdão do Tribunal de Contas da União, que trata da transparência no Sistema S, os dados detalhados do Sest/Senat estão disponíveis em www.sestsenat.org.br/transparencia. Há anos, temos auditoria interna permanente e política de governança corporativa.

Muito tem sido falado sobre salários no Sistema S. As folhas de pagamento mostram que, no Sest/Senat, a média salarial acompanha o mercado regional onde suas unidades estão instaladas, enquanto a contratação de pessoas é feita em processos seletivos públicos, como orientam os órgãos de controle.

O Sest/Senat é um sólido patrimônio dos trabalhadores, das empresas e da sociedade brasileira.

Estamos abertos ao diálogo com o governo para a construção de soluções. O ponto de partida deve ser a preservação das conquistas e o respeito ao passado. Essa é a base para a geração de empregos e a retomada da economia na intensidade que o Brasil exige. Essa bandeira também é nossa.

Clésio Andrade
Ex-vice-governador de Minas Gerais (2003-2006) e ex-senador pelo MDB (2011-2014); presidente dos Conselhos Nacionais do Sest/Senat e da CNT (Confederação Nacional do Transporte)


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