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Matéria publicada em: 20/08/2020

COMUNICADO CONET DE AGOSTO DE 2020
Estudos do DECOPE indicam que o TRC ainda espera a recuperação do valor do frete rodoviário de carga


Seguindo a sistemática de apuração semestral de índices que indiquem a variação do custo do segmento transportador rodoviário de cargas, a pesquisa realizada pelo DECOPE/NTC, no mês de julho último, aponta para uma variação nos últimos 12 (doze) meses, sendo de 3,50% nas operações com transporte de cargas fracionadas e de 2,57% nas com cargas lotações ou fechadas.

Continua preocupando ainda e chamando a atenção a falta do recebimento dos demais componentes tarifários, tais como frete-valor e GRIS. Constata-se que muitos usuários não remuneram adequadamente o transportador com relação aos serviços complementares ou adicionais. Enquadram-se nesta categoria, por exemplo: a cubagem da mercadoria; a cobrança da EMEX para regiões que se encontram em estado de beligerância; a TRT para as regiões metropolitanas que possuem restrição à circulação de caminhões; os serviços de paletização e guarda/permanência de mercadorias; o uso de escoltas e planos de gerenciamento de riscos customizados; o uso de veículos dedicados, dentre outros.

É importante realçar que muitas vezes os custos adicionais com esses serviços são superiores ao próprio frete, daí por que se trata de situação crítica, que precisa ser resolvida entre as partes.

Finalizando, é oportuno lembrar que passamos por um período difícil, por conta da pandemia, ocasionando uma queda significativa na demanda de carga e, além disso, muitos transportadores não conseguiram reajustar seus fretes, o que comprometeu muito o resultado e o caixa das empresas, razão pela qual o alerta tem caráter vital para a preservação da saúde financeira das empresas do setor e, desta forma, garantindo a sua sobrevivência. O repasse desse incremento de custo é de total interesse do transportador, mas também do contratante que deseja manter a regularidade, a qualidade do serviço e a segurança nas suas operações.

É de se destacar também que o transportador, mesmo com todas as dificuldades e, na maioria dos casos, com prejuízo, garantiu o abastecimento do mercado em tudo que é essencial ou não para manter o bom funcionamento da sociedade.

São Paulo/SP, 20 de agosto de 2020.
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística




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